Ombro congelado e tonturas? Entenda os sintomas estranhos da menopausa que ninguém te conta
Muitas mulheres chegam ao meu consultório no Itaim Bibi, em São Paulo, acreditando que a menopausa se resume aos calorões e à interrupção da menstruação. No entanto, a queda do estrogênio afeta receptores espalhados por quase todos os órgãos, o que pode gerar manifestações clínicas que parecem não ter relação com os hormônios, para quem não conhece bem o assunto. Conhecer esses sinais é o primeiro passo para um diagnóstico correto.
1. Alterações Sensoriais e na Pele
A redução hormonal afeta a hidratação e a estrutura das fibras colágenas. Isso pode causar a formicação, que é a sensação de formigamento ou de pequenos insetos andando sobre a pele. Além disso, as mudanças nas glândulas sudoríparas e no pH da pele podem alterar o odor corporal, tornando-o mais forte ou diferente do habitual, algo que gera muito desconforto e estranhamento.
2. Saúde Musculoesquelética e o Ombro Congelado
A capsulite adesiva, popularmente conhecida como ombro congelado, tem uma incidência significativamente maior em mulheres no climatério. A falta de estrogênio aumenta processos inflamatórios nas articulações e reduz a elasticidade dos tecidos conectivos, levando a dores e limitação de movimento que muitas vezes são tratadas apenas de forma isolada, sem olhar para a base hormonal.
3. Labirintite, Tonturas e Equilíbrio
O sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio dentro do ouvido interno, possui receptores sensíveis ao estrogênio. Por isso, episódios de labirintite, tonturas inexplicáveis e vertigens são queixas frequentes nesta fase. Muitas mulheres passam por otorrinos e neurologistas antes de descobrirem que a causa é a oscilação hormonal da perimenopausa.
4. Edema e Alterações de Paladar
A retenção de líquidos e o edema nas pernas e tornozelos tornam-se mais comuns, pois o estrogênio auxilia na regulação de fluidos e na saúde dos vasos sanguíneos. Além disso, o paladar pode sofrer alterações, como a sensação de boca ardente ou a percepção de um gosto metálico persistente, o que afeta diretamente a qualidade de vida e a alimentação.
Se você apresenta algum desses sintomas e está na faixa dos 40 ou 50 anos, a causa pode ser o climatério, que é a transição hormonal para a menopausa. No meu atendimento em São Paulo, realizamos uma investigação profunda para diferenciar esses sinais de outras patologias, permitindo que você recupere o bem estar através da medicina de precisão.
Menopausa e ganho de peso: por que a gordura abdominal aumenta e como tratar?
Para muitas mulheres, a transição para a menopausa traz um desafio que vai além dos calorões: uma mudança súbita na composição corporal. É comum ouvir no consultório que, mesmo mantendo os mesmos hábitos, a cintura aumentou e o emagrecimento ficou muito mais difícil. No meu atendimento no Itaim Bibi, em São Paulo, investigamos as causas hormonais e metabólicas por trás dessa mudança para devolver a qualidade de vida e a saúde metabólica.
1. O papel do estrogênio no metabolismo feminino
O estrogênio não é apenas um hormônio reprodutivo; ele é um potente regulador do metabolismo. Ele ajuda a manter a sensibilidade à insulina e dita onde a gordura deve ser armazenada. Durante os anos reprodutivos, o estrogênio favorece o acúmulo de gordura ginoide (nas coxas e quadris), que é metabolicamente menos perigosa.
Com a queda drástica desse hormônio no climatério e na menopausa, o corpo sofre uma redistribuição de gordura para a região visceral. Essa gordura abdominal é inflamatória e aumenta significativamente o risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
2. A reposição hormonal e o controle do peso
Uma evidência comprovada em grandes estudos é que mulheres que realizam a terapia de reposição hormonal tendem a ganhar menos peso durante a transição da menopausa em comparação àquelas que não fazem o tratamento. A reposição atua na preservação da taxa metabólica e na prevenção do acúmulo de gordura central.
Além de aliviar os sintomas clássicos, como os fogachos, a reposição hormonal ajuda a modular a sinalização de fome e saciedade no cérebro, reduzindo a busca compulsiva por alimentos e melhorando a disposição para a atividade física.
3. Sinergia entre reposição hormonal e análogos de GLP-1
Para mulheres que já apresentam um quadro de obesidade e necessitam de tratamentos medicamentosos modernos, como os análogos de GLP-1 (semaglutida ou tirzepatida), a reposição hormonal desempenha um papel potencializador.
Os estudos já provaram e eu vejo na minha prática que pacientes em uso de análogos de GLP-1 apresentam melhores resultados na perda de peso e na manutenção da massa magra quando o ambiente hormonal está equilibrado. A presença do estrogênio melhora a sensibilidade aos sinais de saciedade e otimiza a queima de gordrua, tornando o tratamento da obesidade muito mais eficaz e sustentável.
4. Estratégias da Medicina do Estilo de Vida
O tratamento da menopausa envolve uma abordagem completa que une a farmacologia avançada aos pilares do estilo de vida:
Treinamento de força: Vital para combater a perda muscular e manter o metabolismo acelerado.
Alimentação anti-inflamatória: Ajuste do aporte de proteínas e gorduras saudáveis para proteger o coração e os ossos.
Controle do cortisol: Estratégias de manejo do estresse para evitar que o hormônio do estresse potencialize o acúmulo de gordura na barriga.
Diagnóstico especializado em São Paulo
Para tratar essa fase com precisão, realizamos uma investigação que vai além da balança, analisando níveis de estradiol, progesterona e marcadores metabólicos como a insulina de jejum e o HOMA-IR.
Se você percebeu que seu metabolismo mudou com a chegada da menopausa, unir a reposição hormonal correta com as tecnologias de tratamento da obesidade (se necessário) pode restaurar seu equilíbrio metabólico.
Não encare o ganho de peso como uma parte natural do envelhecimento. Com a medicina correta, é possível atravessar essa fase com saúde e controle sobre o seu corpo.
Por que é tão difícil emagrecer? Entenda o papel da inflamação, do cérebro e da genética
Muitos pacientes chegam ao meu consultório no Itaim Bibi, em São Paulo, com a mesma queixa: Eu sigo a dieta, faço exercícios, mas o meu peso não abaixa. Na Endocrinologia moderna, entendemos que a obesidade vai muito além do comer menos e gastar mais. Ela é uma doença inflamatória crônica que reprograma o seu metabolismo e o seu cérebro.
1. O tecido adiposo como uma glândula inflamada
A gordura visceral, aquela que se acumula entre os órgãos e aumenta a circunferência abdominal, não é um estoque passivo de energia. Ela funciona como um órgão endócrino disfuncional.
Quando as células de gordura, chamadas adipócitos, crescem demais, elas sofrem hipóxia, que é a falta de oxigênio, e começam a recrutar células do sistema imune, como os macrófagos. Esse processo libera um coquetel de substâncias inflamatórias, como as citocinas TNF-alfa, IL-6 e IL-1 beta.
Essas substâncias caem na corrente sanguínea e prejudicam os receptores de insulina nas células. É como se a chave, a insulina, não conseguisse mais abrir a fechadura, a célula, para colocar a glicose para dentro. O resultado é que o corpo produz cada vez mais insulina (chamado de hiperinsulinemia), o que bloqueia a queima de gordura e favorece o estoque de energia.
É um ciclo vicioso: quanto mais gordura, maior a resistência à insulina, mas fácil é ganhar gordura.
2. Neuroinflamação: quando o cérebro não reconhece a saciedade
O ponto mais negligenciado em tratamentos comuns é o papel do hipotálamo. Esta pequena região do cérebro é o nosso centro de gerenciamento de tudo, é ele que comanda o controle da fome e do gasto energético.
Estudos mostram que a inflamação sistêmica atravessa a barreira hematoencefálica (barreira entre o sangue e o tecido cerebral) e causa uma neuroinflamação no hipotálamo. Isso gera a resistência à leptina:
A leptina é o hormônio produzido pela gordura para dizer ao cérebro que estamos satisfeitos e temos energia estocada.
No hipotálamo inflamado, esse sinal não chega corretamente.
O cérebro entra em modo de sobrevivência, interpretando que você está em jejum, mesmo com excesso de reservas. Isso aumenta a fome e reduz o seu metabolismo de repouso para economizar energia.
3. Medicina de Precisão e o uso de testes genéticos
Se a biologia de cada pessoa é única, o tratamento não deve ser igual para todos. É aqui que entra o diferencial da Medicina de Precisão que praticamos em nosso consultório.
Através do teste genético, conseguimos olhar para o seu DNA e identificar polimorfismos que explicam o porquê de certas estratégias falharem com você:
Gene FTO: Variantes que aumentam a preferência por alimentos hipercalóricos e dificultam a percepção de saciedade.
Gene MC4R: Ligado ao controle do apetite e à propensão ao reganho de peso.
Genes de Destoxificação e Oxidação: Revelam se o seu corpo tem dificuldade em lidar com radicais livres, exigindo um suporte antioxidante específico para reduzir a inflamação celular.
O teste genético nos permite prescrever não apenas a dieta correta, mas também os suplementos e medicamentos que melhor se adaptam à sua genética, evitando a perda de tempo com o método de tentativa e erro.
4. Diagnóstico e estratégia terapêutica
Em nossa investigação clínica, não olhamos apenas para o peso na balança. Analisamos o conjunto metabólico completo:
Circunferência abdominal: É o sinal clínico mais importante da resistência à insulina.
Bioimpedância Avançada: Para distinguir gordura visceral de massa magra.
HOMA-IR: Para medir o grau real de resistência à insulina.
Hemoglobina Glicada e Insulina: Para entender a estabilidade do seu açúcar no sangue.
O tratamento foca em silenciar a inflamação. Utilizamos estratégias da Medicina do Estilo de Vida, como cuidados alimentares anti-inflamatórios e exercícios que aumentam a sensibilidade à insulina, com foco também no sono e no controle do estresse, que têm um papel maior na saúde do que você pensa. Em casos indicados, associamos tecnologias farmacológicas como os agonistas de GLP-1, como a semaglutida ou tirzepatida, que ajudam a restaurar a sinalização de saciedade no hipotálamo.
O emagrecimento sustentável é fruto de um equilíbrio entre hormônios, genética e estilo de vida. Se você busca um tratamento fundamentado em ciência e alta tecnologia em São Paulo, meu consultório no Itaim está preparado para realizar essa investigação profunda.
Pare de lutar contra o seu corpo e comece a trabalhar a favor da sua genética.
Será que você pode ter lipedema?
Ao redor de 10% das mulheres têm lipedema, mas ainda é uma doença pouco reconhecida.
Ainda não sabemos a causa do lipedema, mas se sabe que é quase que exclusiva de mulheres e pode começar na puberdade ou outras situações de oscilação hormonal, como gestação e menopausa.
Os sintomas mais comuns são sensação de peso, dores, sensibilidade ao toque nas pernas. Muitas mulheres têm hematomas nas pernas, pela fragilidade capilar.
E adivinha qual o fator que mais muda a evolução dessa doença? O estilo de vida!
Alimentação rica em verduras, legumes, frutas, grãos integrais, sem ultraprocessados. Atividade física sempre. Sono bom. Controle do estresse. Bons relacionamentos. Evitar álcool, não fumar, evitar medicamentos que piorem. São sempre os mesmos fatores que vão te fazer ter uma boa qualidade de vida, independente do problema que estamos falando.
Além disso, meia elástica, drenagem linfática, escovação a seco podem ajudar.
Se você suspeita que tenha lipedema, precisa de um tratamento específico e individualizado!
Adianta fazer exercício só no final de semana?
Faz diferença fazer exercícios 3 ou mais vezes durante a semana ou só 2 dias no final de semana?
Um estudo publicado na revista Circulation em setembro desse ano avaliou 678 problemas de saúde em quase 90 mil pessoas. Os grupos foram divididos entre os que atingiam os 150 minutos de atividade física moderada a intensa por semana e os que não atingiam.
Entre os que atingiam, foram divididos entre os que faziam esse tempo de atividade física só aos finais de semana e os que dividiam em 3 ou mais dias.
As pessoas que faziam os 150 minutos de atividade física por semana tinham taxas menores de mais de 200 dos problemas de saúde avaliados, incluindo diabetes, obesidade, pressão alta, apneia do sono.
Isso, independente de fazerem só aos finais de semana ou em vários dias da semana.
Em 2017, um outro estudo acompanhou 350 mil adultos, por uma média de 10 anos, e concluiu que, fazendo a quantidade necessária de atividade física por semana, a mortalidade por doenças cardiovasculares ou câncer era menor, independente de ser só no final de semana ou dividido em vários dias ao longo da semana.
Então, se você não quer morrer cedo e a rotina corrida não te deixa fazer exercício, comece aos sábados e domingos. Você vai ter muitos benefícios!!!
Agora, se seu plano é aumentar a massa muscular, cuidar da menopausa, perder peso, precisamos olhar para mais do que os 150 minutos aos finais de semana…
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